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segunda-feira

Ronaldo Vieira


FAST FOOD (19.03.2007)
O abuso da espera pelo imediato
Faz de meu corpo
Perder o contato
E me assusto contra tudo
Absorto na espera

Do livro "Essência de tudo"

Ronaldo Vieira


Ao lado
a distancia
que separa
corpos 
mas não almas....

sábado

Ronaldo Vieira foto e poema



NEGATIVA
Peço o silêncio!

O povo grita e pede em polvorosa
A salvação.
O povo é saliente!

É sabido que os pedidos do povo
São recusados.
Porque pedes povo?
Não sabeis ao certo ouvires
O que já sabeis?

Certamente que a seu pedido
Como resposta, será não!

Peço o silêncio;
O povo grita para que eu repita
Aquela negação?
Repito: Não!!!



sexta-feira

Ronaldo Vieira

Nesse momento impossível
evento, amor,
mostrar documentos
poemas, hai cais
frio e calor se vão
nas asas do vento...

quarta-feira

O que é soneto????


O soneto é uma composição poética constituída por 14 versos, distribuídos, segundo o modelo petrarquiano (também chamado "soneto italiano"), em 2 quadras e 2 tercetos, as primeiras apresentando duas ordens de rimas e estes últimos duas ou três ordens. O esquema rimático mais freqüente é: 
a b b a / a b b a / c d c / c d c

Tudo leva a crer que o soneto foi criado no século XIII, pelas mãos do poeta siciliano Giacomo de Lentino, em Palermo.
O primeiro grande nome ligado ao soneto é o de Dante, devendo-se a outro mestre da poesia, Petrarca, a consolidação e a difusão do modelo.
Em Portugal, o soneto teve como seu primeiro cultor o poeta Sá de Miranda. Camões dedicou-se amplamente ao soneto, alcançando com ele alguns dos mais altos momentos da literatura universal de todos os tempos.
No Brasil seiscentista, Gregório de Matos empregou o soneto tanto para a lírica sacra e amorosa quanto para a satírica. Adiante, Cláudio Manuel da Costa firmou-se como sonetista de grande valor, ajudando a fortalecer uma tradição que daria nomes como Olavo Bilac e Cruz e Sousa, entre outros.
Num primeiro momento, os modernistas se voltaram contra o soneto, atitude inserida num amplo programa de ruptura com a "fôrma" das formas fixas e dos padrões poéticos tradicionais. No entanto, depois de instalado o verso livre e conquistadas tantas outras liberdades nos níveis da estruturação e do conteúdo, poetas como Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade retornaram ao soneto.
Vinicius de Moraes consolidou-se como grande sonetista da moderna literatura brasileira e ajudou a popularizar a forma.
O soneto também pode ser estruturado em três quartetos e um dístico, sendo chamado então "soneto inglês".

terça-feira

Livros que vão pôr minhocas na sua CABEÇA

Cordel


O que é literatura de cordel

Literatura de Cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio da escrita são transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo — pelo próprio povo.
O nome de Cordel teve origem em Portugal, onde os livretos, antigamente, eram expostos em barbantes, como roupas no varal.
Literatura de Cordel - Os livros são pendurados em barbantes

Origens da literatura de cordel

As primeiras manifestações da literatura popular no ocidente ocorreram por volta do século XII. Peregrinos encontravam-se no sul da França, em direção à Palestina; no norte da Itália, para chegar à Roma; e ainda na Galícia, no santuário de Santiago.
Nesses encontros eram transmitidas as histórias e compostos os primeiros versos, de forma muito primitiva.
O que interessa para nós é que foi dessa forma que surgiram os primeiros núcleos de cultura regional que espalharam-se pela Europa e, posteriormente, pela América.

A literatura de cordel no Brasil

Devido ao atraso da chegada da imprensa por aqui e seu acesso pelo público, as produções literárias de populares tiveram seu apogeu apenas no século XX.
Nossa literatura de cordel é caracterizada, principalmente, pela poesia popular. A prosa aparece muito mais na forma oral, que passa de geração para geração.
Como é uma manifestação muito mais cultural do que intelectual, destaca-se em regiões onde a cultura é mais valorizada e delineada. Aqui no Brasil essas regiões são a Nordeste e a Sul.

Ronaldo Vieira

Tempo....
O tempo não importa mais,
Nem sua constância ou descontinuidade
o que realmente importa, agora,
é a qualidade da vida, do amor, da música,
do que jaz, e do que virá....

sábado

Quinze dias. É o tempo sem dedicar ao menos um toque ao teclado, ou risco em papel. A vida anda difícil, confusa, indefinida. E isso complica o tempo do ato solitário, escrever...

sexta-feira

Talvez comece...

Talvez... Penso que começar após um talvez é meio caminho atrasado. Então começarei amanhã, com pensamento positivo, disposto e decididamente sem um talvez feito a pedra do caminho....

segunda-feira

Visite meu novo site

Olá pessoal! Visitem meu novo site....

http://www.ronaldovieira.110mb.com/

sábado

OBSERVAÇÕES


Vejo plantas de plástico
Quase vivas
Ao lado das vivas
Quase mortas
(expostas)
Em prateleiras brancas
Preferidas
Por compradores tortos
Semimortos
Olhos verdes, espinhentos
Mal-humorados
Quase vivos
Frios, sem sentimentos
Como as flores de plástico
Paradas
Em mesas nas casas
Pegando pó
Fazendo flores chorar
(chega a dar dó)
Seres ainda vivos
Na sala
No ambiente morto
Com objetos sólidos
Nus, pesados, mórbidos
Sem luz, parados, sentados
Quase mortos
Olhando flores
Já mortas – o frio corta minha espinha
Abro a porta
Entrevejo;
Plantas de plástico “quase vivas!”
poesia do livro essência de tudo/2009 - Meireles editorial

quarta-feira

O temor


Confusão entre desespero e apelo á dura realidade
Misto de desejo e não querer
Confusão entre querer e aversão
E finalmente: o não entendimento

Névoa que encobre o amor, amor!
Mesmo que ímpar, não correspondido
Mal entendido e objeto de julgamento

Lamento pela livre opção
Pelo erro de escolha, de acerto
Pelo erro... Erro sem conserto
Feito junta de anjos caídos
Acima de meus pobres ouvidos
Em eterno concerto – infernal

Mensagem ininterrupta, enfim;
Acima de meus pobres ouvidos dizendo:
Fim, fim, fim...
Poema do livro "Essência de tudo" Meireles Editorial / 2009.

sexta-feira

SEM TÍTULO

Outrora ardente peito
Hoje vasto vagar
Recreio de cruzes, voragem
De tudo, de mundo estreito
Consolo de quem vive o oposto
Do que à maioria é vida
Contrário ao tão comum gosto
Arbitrário, porém casto, marginal...
poema do livro "Essência de tudo" de Ronaldo Vieira.